Entenda as principais mudanças no Simples Nacional em 2026, saiba quem será impactado, veja o que muda na tributação e como sua empresa pode se planejar para continuar regularizada e competitiva no mercado.
O que muda no Simples Nacional a partir de 2026
A atualização mais recente do Simples Nacional trouxe alterações importantes na forma como micro e pequenas empresas calculam e recolhem seus tributos. A Lei Complementar nº 195/2025 ajustou as faixas de receita, redefiniu o uso do fator R e apertou os critérios de permanência no regime.
A seguir, destacamos os principais pontos:
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Revisão das faixas de alíquota: a tabela do Simples Nacional foi reajustada com base na inflação acumulada dos últimos anos, alterando os limites das faixas de receita bruta.
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Fator R mais rigoroso: empresas de prestação de serviços precisarão demonstrar que pelo menos 30% da receita bruta corresponde à folha de pagamento para permanecerem em faixas mais vantajosas.
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Reforço na fiscalização: empresas com débitos tributários não regularizados serão desenquadradas automaticamente, sem aviso prévio.
Essas mudanças têm impacto direto na carga tributária das empresas optantes pelo Simples Nacional e exigem mais atenção ao planejamento financeiro.
Quem será afetado pelas mudanças no Simples Nacional
As novas regras atingem, principalmente:
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Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) que operam próximas aos limites de receita bruta anual (até R$ 4,8 milhões).
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Prestadores de serviço (como clínicas, agências, profissionais liberais) que dependem do fator R para se manter em alíquotas reduzidas.
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Empresas com dificuldades para manter a folha de pagamento dentro do novo percentual exigido.
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Negócios que acumulam débitos sem parcelamento ou regularização junto à Receita Federal.
Além disso, empresas que cresceram durante os últimos dois anos devem fazer uma revisão detalhada do faturamento acumulado para não serem surpreendidas com exclusão automática do regime.
Tributação, alíquotas e o novo cenário para pequenos negócios
Com a atualização das faixas, muitos empresários notarão uma variação na alíquota efetiva de seus tributos. A depender do anexo e da atividade exercida, essa alíquota pode aumentar entre 0,5% e 1,2% em comparação ao ano anterior.
No caso de empresas que utilizam o fator R, a mudança de critério pode causar a migração de um anexo mais vantajoso (ex: Anexo III) para um com alíquota inicial mais alta (Anexo V).
Além disso, o controle do faturamento mensal e acumulado se torna ainda mais relevante para manter a empresa dentro das faixas corretas e evitar penalidades por erro de enquadramento.
Como se adaptar às mudanças (passo a passo)
Empresários e gestores contábeis devem tomar algumas medidas preventivas para se adaptar com tranquilidade:
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Revisar o faturamento anual da empresa e projetar cenários futuros com base na nova tabela.
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Analisar o fator R, especialmente para empresas prestadoras de serviços, e considerar estratégias para otimizar a folha de pagamento.
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Regularizar débitos fiscais em aberto, aproveitando programas de parcelamento antes de ser excluído do regime.
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Consultar o contador regularmente para verificar se o Simples Nacional continua sendo o regime mais vantajoso para o negócio.
Empresas que cresceram ou que passaram por mudanças operacionais nos últimos meses devem fazer um estudo de viabilidade comparando os regimes tributários disponíveis (Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real).
Conclusão: mudanças exigem atenção e planejamento
As alterações no Simples Nacional em 2026 representam uma adequação importante ao cenário econômico atual, mas também impõem novos desafios para as micro e pequenas empresas. O segredo para evitar surpresas e manter a competitividade é o planejamento tributário contínuo, feito com o suporte de um escritório contábil especializado.
Se você deseja revisar o enquadramento da sua empresa ou entender melhor como essas mudanças afetam seu negócio, entre em contato com nosso time. Estamos prontos para orientar sua empresa a crescer com segurança.