O prazo para entrega da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 já começou e, como todos os anos, empresários e profissionais liberais devem ficar atentos às obrigações exigidas pela Receita Federal.
Mesmo que boa parte da renda esteja concentrada na empresa, a pessoa física do empresário também precisa declarar rendimentos, patrimônio e movimentações financeiras realizadas ao longo de 2025.
Neste artigo, você vai entender o que mudou, quem está obrigado a declarar e quais cuidados são fundamentais para evitar problemas com o fisco.
Quem precisa declarar o IRPF em 2026?
De acordo com as regras divulgadas pela Receita Federal, estão obrigados a declarar o Imposto de Renda em 2026 os contribuintes que, em 2025:
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Receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 30.639,90;
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Obtiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil;
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Realizaram operações na bolsa de valores;
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Venderam bens com ganho de capital;
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Possuíam, em 31 de dezembro de 2025, bens ou direitos superiores a R$ 800 mil.
Esses critérios continuam valendo para todos os contribuintes mas empresários precisam observar obrigações adicionais.
Empresário também precisa declarar: veja o que incluir
Mesmo que sua empresa esteja regularizada, o empresário como pessoa física deve declarar informações importantes:
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Pró-labore recebido da empresa, com os devidos recolhimentos de INSS e IR;
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Distribuição de lucros isentos, se houver, devidamente registrada na contabilidade;
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Investimentos e patrimônio pessoal, como imóveis, veículos, aplicações financeiras e saldos em contas bancárias;
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Bens financiados ou com parcelas em aberto, declarando os valores pagos e devidos.
⚠️ Atenção: a distribuição de lucros só pode ser considerada isenta se a contabilidade da empresa estiver em dia. Caso contrário, o empresário corre risco de autuação.
Quais documentos o empresário deve reunir?
Para evitar erros ou omissões na declaração, é importante organizar os seguintes documentos:
Informes de rendimento emitidos pela empresa;
Informes bancários de todas as contas (corrente e poupança);
Informes de corretoras e investimentos (renda fixa, variável, fundos etc.);
Documentos de compra e venda de bens;
Recibos de despesas dedutíveis (educação, saúde, previdência privada, pensão alimentícia etc.);
Comprovantes de dívidas e ônus existentes.
Essa documentação é essencial para que a declaração seja feita de forma correta e completa.
O que mudou no IRPF em 2026?
Algumas novidades importantes foram implementadas pela Receita Federal neste ano. As principais são:
Atualização da tabela de IR: a faixa de isenção mensal foi ampliada para R$ 2.864,00, beneficiando especialmente contribuintes com renda mais baixa;
Declaração pré-preenchida mais inteligente: agora com dados de bancos, cartórios e corretoras integrados automaticamente;
Declaração via aplicativo com autenticação em duas etapas, garantindo mais segurança para o contribuinte.
Essas mudanças tornam o processo mais automatizado, mas não eliminam a responsabilidade do contribuinte de conferir todos os dados.
Conclusão: cuidado redobrado para empresários
Declarar o Imposto de Renda exige atenção aos detalhes, principalmente para quem é empresário. Além de declarar os próprios rendimentos, é preciso garantir que os dados estejam em sintonia com a contabilidade da empresa.
Qualquer divergência pode levar à malha fina, gerar multas e complicações com o CPF. Por isso, contar com o apoio de um contador é fundamental para garantir que tudo seja feito com segurança, evitando erros e aproveitando as possibilidades legais de redução da carga tributária.
Se você é empresário e tem dúvidas sobre como declarar seus rendimentos em 2026, entre em contato com nossa equipe. Teremos o prazer em orientá-lo em cada etapa da sua declaração.